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A Próstata

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor que produz parte do líquido que forma o sêmen (líquido que transporta os espermatozóides). Ela se localiza na pelve, abaixo da bexiga e à frente do reto. A uretra, conduto por onde flui a urina que sai da bexiga, passa por dentro da próstata e, a esta parte da uretra da-se o nome de uretra prostática. No ápice da próstata há um “anel” muscular que é responsável pelo controle da urina (continência). O esfíncter envolve a uretra, e deve ser preservado nas cirurgias para o tratamento do câncer de próstata.

O Câncer

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. A estimativa é que em 2016 tenhamos 61.200 novos casos de câncer de próstata no brasil (Fonte: INCA).

Nos Estados Unidos aproximadamente 1 em 5 homens serão diagnosticados com câncer de próstata (Fonte: National Institutes of Health - NIH). Ocorre mais frequentemente após os 65 anos e, na maior parte dos casos não tem um comportamento muito agressivo. Entretanto, alguns tumores devem ser prontamente tratados pelo risco mais elevado que apresentam. Portanto, o grande dilema hoje é saber quem deve ser tratado de forma mais contundente (doenças com maior potencial de agressividade) e quem pode ser um bom candidato à vigilância (doenças de baixo risco).

O Diagnóstico

O Câncer da próstata, em geral, não apresenta sintomas até que ele atinja um estagio mais avançado (onde a cura, muitas vezes, não pode ser alcançada). Portanto a visita ao médico para exames preventivos é a maneira mais eficaz de detectá-lo em uma situação em que a cura é possível. Em geral os exames preventivos se iniciam com 50 anos de idade.
 

Alguns fatores aumentam o risco de se ter um câncer de próstata como ser de etnia afro-americana e ter pai ou irmão com história prévia de câncer de próstata. Estes fatores são indicativos que que o indivíduo deve iniciar seu preventivo mais precocemente, aos 45 anos.
 

A rotina inicial consiste em um exame retal (toque retal) e o exame de sangue, PSA.

PSA

O PSA (antígeno prostático específico) é uma molécula produzida e secretada pela próstata para liquefazer o sêmen. Nos casos de câncer de próstata, os níveis detectados no sangue de PSA se elevam.

Entretanto, não é só o câncer de próstata que aumenta o PSA mas também outras condições clínicas como infecção, trauma local, biópsia, colonoscopia, aumento benigno da próstata, relação sexual, entre outros. Por isso, a avaliação deve ser feita dentro de um contexto de múltiplos fatores.

 

Algumas outras variações do PSA como a sua fração livre e o PSA densidade ajudam nesta tomada de decisão.

 

O Exame Retal

A próstata está em uma região de fácil acesso pelo toque retal. Deste modo, o médico pode examiná-la em busca de assimetrias ou áreas endurecidas sugestivas de tumor.

Outros Métodos de Diagnóstico

Com a evolução da imagem, biologia molecular e genética outras ferramentas estão surgindo com a finalidade de diagnosticar e ajudar a definir a necessidade e o tipo de tratamento para o paciente.
 

O médico deve definir a necessidade ou não destes métodos para maior detalhamento e avaliação de estadiamento (avaliar a extensão da doença).

Alguns mais comuns são a Ressonância magnética, a cintilografia, e o PET.

 

Biópsia de Próstata

A forma de se estabelecer, de fato, o diagnóstico definitivo da doença é pela biópsia de próstata. Este método consiste em colher fragmentos por amostragem (aleatoriamente) da próstata para ser avaliado por um patologista no microscópio.
 

É feito, em geral, por meio de uma sonda de ultrassonografia apropriada, que é introduzida pelo ânus após uma sedação. Por esta sonda passa uma agulha que é capaz de colher múltiplas amostras do tecido prostático para a análise.

Com a evolução tecnológica, está se fazendo biópsias guiadas por ressonância magnética, com melhor definição da área acometida por tumor, fato que aumenta a chance de detecção da doença que necessita ser tratada.

Entendendo a Biópsia

Quando o paciente recebe um laudo de biópsia de próstata logo surgem duas perguntas:
 

1)      Estou com câncer?

2)      O que é o Gleason?
 

O tipo mais comum de câncer de próstata é o adenocarcinoma. portanto, quando a biópsia menciona este adenocarcinoma, está se dizendo que há o tipo histológico mais comum de câncer de próstata.
 

O patologista, ao examinar a biópsia verifica o quanto o tumor se assemelha com uma célula normal da próstata e atribui uma nota mais baixa para as muito semelhantes e mais alta para as mais indiferenciadas (diferentes do tecido normal e, portanto, mais agressivos).

Estas notas vão de 1 a 5. Então se atribui uma segunda nota para o segundo tipo mais frequente de células também de 1 a 5. Após, soma-se as duas notas mais frequentes e tem-se o escore de Gleason. Este sistema tem passado por modificações. Até o escore 6 (3+3) são considerados bem diferenciados (menos agressivos), o escore 7 de grau intermediário e, a partir do 8 mais indiferenciados portanto, de alto risco.